Quinta-feira, 25 de Fevereiro de 2010

A mudança da Bandeira

 Após a instauração do regime Republicano, um decreto da Assembleia Nacional Constituinte datado de 19 de Junho de 1911, publicado no Diário do Governo nº141 do mesmo ano, aprovava a Bandeira Nacional em substituição da bandeira da Monarquia Constitucional. Este decreto teve a sua regulamentação adequada, publicado no Diário do Governo nº150 de 30 de Junho.

A Bandeira Nacional é bipartida verticalmente em duas cores fundamentais, verde escuro e vermelho, ficando o verde do lado da tralha. Ao centro, e sobreposto à união das duas cores, tem o escudo das armas nacionais, orlado de branco e assentando sobre a esfera armilar Manuelina, em amarelo e avivada de negro.

O comprimento da Bandeira é de vez e meia a altura da tralha. A divisória entre as duas cores fundamentais deve ser feita de modo a que fiquem dois quintos do comprimento total ocupado pelo verde e os três quintos restantes de vermelho. O emblema central ocupa metade da altura da tralha, ficando equidistante das orlas superior e inferior.

A escolha das cores e a composição da bandeira não foi pacífica, tendo dado origem a acesas polémicas e à apresentação de várias propostas. Prevaleceu a explicação constante do relatório apresentado pela comissão então nomeada pelo Governo a qual, num parecer nem sempre heraldicamente correcto, tentou expressar de uma forma eminentemente patriótica este Símbolo Nacional.

Assim, no entender da comissão, o branco representa " uma bela cor fraternal, em que todas as outras cores se fundem, cor de singeleza, de harmonia e de paz " e sob ela " salpicada pelas quinas ... se ferem as primeiras rijas batalhas pela lusa nacionalidade ... Depois é a mesma cor branca avivada de entusiasmo e pela cruz vermelha de Cristo, assinala o ciclo épico das nossas descobertas marítimas".

A comissão defendeu que o vermelho " nela deve figurar como uma das cores fundamentais por ser a cor combativa, quente, viril por excelência. É a cor da conquista, uma cor cantante, ardente, alegre ... lembra o sangue e incita à vitória.

Em relação ao verde, cor da esperança, dificilmente a comissão conseguiu justificar a sua inclusão na Bandeira. Na verdade trata-se de uma cor que não tinha tradição histórica, tendo sido rebuscada uma explicação para ela na preparação e consagração da revolta de 31 de Janeiro de 1891, a partir da qual o verde terá surgido no " momento decisivo em que, sob inflamada reverberação da bandeira revolucionária, o povo português fez chispar o relâmpago redentor da alvorada".

Uma vez definidas as cores, a comissão preocupou-se em determinar quais os emblemas mais representativos da Nação para figurarem na Bandeira Nacional. Relativamente à esfera armilar, sempre presente na emblemática nacional, ela consagra " a epopeia marítima portuguesa ... feito culminante, essencial da nossa vida colectiva ". Sobre a esfera armilar assentou o escudo branco com as quinas, perpetuando e consagrando " o milagre humano da positiva bravura, tenacidade, diplomacia e audácia que conseguiu atar os primeiros elos da afirmação social e política da lusa nacionalidade ".

Finalmente, achou a comissão " dever rodear o escudo branco das quinas por uma larga faixa carmesim, com sete castelos ", considerando este um dos símbolos " mais enérgicos da integridade e independência nacional ".

publicado por republicanos às 16:54
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Hino " A Portuguesa

I
Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

II
Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III
Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Ás armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

 

publicado por republicanos às 16:50
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

2º mandato de Bernardino Machado

Foi a 11 de Dezembro de 1925 até 31 de Maio de 1926.

Bernardino Machado nasceu a 28 de Março de 1851 e morreu em Famalicão a28 de Abril de 1944. Foi o terceiro e oitavo presidente eleito da Républica Portuguesa.

Foi 2 vezes presidente da républica, na primeira vez  foi a 6 deAgosto de 1915 ea segunda vez foi a 11 de Dezembro de 1925.

 

Bernardino Machado

publicado por republicanos às 18:37
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010

Manuel Teixeira Gomes

Manuel Teixeira Gomes ( nasceu em Vila Nova de Portimão, 27 de Maio de 1860 e morreu a Bougie (Argélia), 18 de Outubro de 1941) foi o sétimo presidente da Primeira República Portuguesa de 6 de Outubro de 1923 a 11 de Dezembro de 1925. Foi também escritor. O seu mandato começou a 6 de Outubro de 1923 e acabou a 11 de Dezembro de 1923. Foi filho de José Libânio Gomes e Maria da Glória Teixeira Gomes. Educado pelos pais até entrar no Colégio de São Luís Gonzaga, em Portimão, é enviado aos 10 anos, para o seminário de Coimbra onde frequenta depois a Universidade estudando Medicina.

 

 

 

publicado por republicanos às 16:49
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António José de Almeida

António José de Almeida ( nasceu em Vale da Vinha, Penacova, 17 de Julho de 1866 morreu em Lisboa, 31 de Outubro de 1929) foi um político republicano português, sexto presidente da República Portuguesa de 5 de Outubro de 1919 a 5 de Outubro de 1923. O seu mandato começou a 5 de Outubro de 1919 e acabou a 5 de Outubro de 1923. Antonio José de Almeida foi aluno de Medicina em Coimbra. Em 6 de Agosto de 1919 foi eleito presidente da República e exerceu o cargo até 5 de Outubro de 1923, sendo o único presidente que até 1926 ocupou o cargo até ao fim do mandato.

 

António José de Almeida

publicado por republicanos às 16:42
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João do Canto e Castro

João do Canto e Castro Silva Antunes Júnior ( nasceu em Lisboa, 19 de Maio de 1862 morreu em Lisboa, 14 de Março de 1934) foi oficial da Marinha e quinto Presidente da República Portuguesa, entre 16 de Dezembro de 1918 e 5 de Outubro de 1919. O seu mandato começou a 16 de Dezembro de 1918 e acabou a 5 de Outubro de 1919. Frequentou o Colégio Luso-Britânico e a Real Escola Naval. Foi oficial da Armada, percorrendo todo o Império Português, atingindo o posto de almirante.

 

Ficheiro:Canto e Castro.jpg

publicado por republicanos às 16:34
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Sidónio Pais

Sidónio Bernardino Cardoso da Silva Pais (nasceu em Caminha, 1 de Maio de 1872 e morreu em Lisboa, 14 de Dezembro de 1918) foi um militar e político que, entre outras funções, exerceu os cargos de deputado, de ministro do Fomento, de ministro das Finanças, de embaixador de Portugal em Berlim e de presidente da República Portuguesa. Foi sucedido por João do Canto e Castro. Começou o mandato em 28 de Abril de 1918 e terminou a 14 de Dezembro de 1918. Concluiu os seus estudos secundários no Liceu de Viana do Castelo, após o que seguiu para Coimbra, onde cursou os preparatório de Matemática e Filosofia.

 

Sidónio Pais

 

 

publicado por republicanos às 16:11
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Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Bernardino Machado

 

Nasceu no Rio de Janeiro a 28 de Março de 1851 e morreu em Famalicão a 28 de Abril de 1944.

Teve dois mandados: o 1º começou a 6 de Agosto de 1915 e terminou a 5 de Dezembro de 1917.  2º começou a 11 de Dezembro de1925 e terminou a 31 de Maio de 1926.

Estudou Filosofia e Matemática na Universidade de Coimbra

 

Bernardino Machado

música: Nas asas da Saudade,Carlos Paredes
publicado por republicanos às 16:43
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Teófilo Braga

Nasceu em Ponta Delgada a 24 de Fevereiro de 1843 e morreu em Lisboa  a 28 de Janeiro de 1924.

O seu mandato começou em 29 de Maio de 1915 e terminou em 5 de Agosto de 1915.

Licenciou-se em direito pela Universidade de Coimbra.

Foi sucedido por Benardino Machado.

 

 

Teófilo Braga

 

 

publicado por republicanos às 16:33
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Manuel de Arriaga

Teve um mandato que começou em 24 Agosto de 1911 e acabou em 26 de Maio de 1915 este foi sucedido por Teófilo Braga.

Manuel de Arriaga nasceu em Horta 8 de Julho de 1840 e morreu em Lisboa 5 de Março de1917.

Estudou direito na Universidade de Coimbra de 1860 a 1865.Foi membro do Partido Républicano.

Foi deputado constituente em 1911 e eleito  Presidente da Republica- o primeiro chefe de estdo do novo regime.

 

Manuel de Arriaga

 

publicado por republicanos às 16:11
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